quinta-feira, 9 de setembro de 2010

SEDUC INICIA TRABALHOS PARA A ELABORAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM E PARA DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA


Representantes das Supervisões

O GT do Plano de Ação de Educação em Direitos Humanos na Educação Básica


A Secretaria de Estado de Educação do Maranhão através da Secretaria Adjunta de Ensino (SAE)/Superintendencia de Modalidades e Diversidades Educacionais (SUPEMDE)/Equipe Técnico Pedagógica de Educação em Direitos Humanos, Gênero e Orientação Sexual iniciou nesta quinta feira, dia 09 de agosto, a estruturação do Grupo de Trabalho (GT) que elaborará o PLANO DE AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM E PARA DIREITOS HUMANOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA.

A Educação Básica é um eixos fndamentais do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), dessa forma cabe à SEDUC articular uma estratégia que implemente a Educação em Direitos Humanos nesse nível de ensino, já que o mesmo é de sua responsabilidade.

Este plano possibilitará à SEDUC/MA uma contribuição mais estruturada e consolidada para a elaboração do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos (PEEDH) que esta sendo desenvolvido pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos do Maranhão através do Comitê de Educação em Direitos Humanos e elaborado no âmbito do Projeto Direitos Humanos na Educação Básica da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Nesse primeiro momento o GT teve a participação dos seguintes representantes: Profª Maria da Conceição Serra (Supervisão do Campo - SUPEC), Profª Ilma Fátima de Jesus (Equipe de Educação das Relações étnicorraciais), Profª Silvana de Oliveira Lima (Supervisão de Educação de Jovens e Adultos - SUPEJA) e representantes da SUPEMDE.

Trabalho em equipe: unindo forças na construção de um nova manhã de direitos humanos respeitados!

A Equipe: Profª Rosyene Cutrim, Profº Magno Martins e Profª Rita Nascimento


*******Tecendo a manhã*******


Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro;
de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro;
e de outros galos que com muitos outros galos se cruzemos fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã,
desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos,
no toldo(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreoque, tecido, se eleva por si: luz balão.


João Cabral de Melo Neto(1920-1999)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Direitos Humanos: pelo fim da "cegueira social"!


Lutemos pelo fim da alienação que cega, silencia e sufoca a luta do povo por seus direitos humanos fundamentais!!
Alienação que é produzida em meio aos aparelhos de produção ideológica do consenso e consentimento, que omitem a realidade concreta, que constroem uma ilusão irreal para manter a sociedade sob controle.


Educação em Direitos Humanos significa ajudar o outro a enxergar a realidade concreta e desigual!!
É plantar a semente do incômodo social perante às injustiças!!!!
É dizer não ao desrespeito e violência!
É tomar a "história pela mão" e construí-la no passo da igualdade de direitos!


REFLITAMOS O PODER POPULAR NA LUTA POR UMA OUTRA SOCIEDADE ATRAVÉS DAS PALAVRAS DO MESTRE MILTON SANTOS:

"Estamos convencidos de que a mudança histórica em perspectiva
provirá de um movimento de baixo para cima,
tendo como atores principais os países subdesenvolvidos
e não os países ricos; os deserdados e os pobres
e não os opulentos e outras classes obesas;
o indivíduo liberado partícipe das novas massas
e não o homem acorrentado;
o pensamento livre e não o discurso único.
Os pobres não se entregam e descobrem a cada dia
formas inéditas de trabalho e de luta;
a semente do entendimento já está plantada e o passo seguinte é o seu florescimento
em atitudes de inconformidade e, talvez, rebeldia."

Milton Santos em Por Uma Outra Globalização - Do Pensamento Único à Consciência Universal


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CAMPANHA PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DA TERRA!!!


PLEBISCITO PELO LIMITE DA TERRA
Por:
Publicado em: 01/09/2010


Entre 1 e 7 de setembro o Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo promoverá, em todo o Brasil, o plebiscito pelo limite da propriedade rural. Mais de 50 entidades que integram o Fórum farão da Semana da Pátria e do Grito dos Excluídos, celebrado todo 7 de setembro, um momento de clamor pela reforma fundiária em nosso país.
Vivem hoje na zona rural brasileira cerca de 30 milhões de pessoas, pouco mais de 16% da população do país. O Brasil apresenta um dos maiores índices de concentração fundiária do mundo: quase 50% das propriedades rurais têm menos de 10 ha (hectares) e ocupam apenas 2,36% da área do país. E menos de 1% das propriedades rurais (46.911) têm área acima de 1 mil ha cada e ocupam 44% do território (IBGE 2006).
As propriedades com mais de 2.500 ha são apenas 15.012 e ocupam 98,5 milhões de ha: 28 milhões de hectares a mais do que quase 4,5 milhões de propriedades rurais com menos de 100 ha.
Diante deste quadro de grave desigualdade, não se pode admitir que imensas propriedades rurais possam pertencer a um único dono, impedindo o acesso democrático à terra, que é um bem natural, coletivo, porém limitado.
O objetivo do plebiscito é demonstrar ao Congresso Nacional que o povo brasileiro deseja que se inclua na Constituição um novo inciso limitando a propriedade da terra - princípio adotado por vários países capitalistas - a 35 módulos fiscais. Áreas acima disso seriam incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.
O módulo fiscal serve de parâmetro para classificar o tamanho de uma propriedade rural, segundo a lei 8.629 de 25/02/93. Um módulo fiscal pode variar de 5 a 110 ha, dependendo do município e das condições de solo, relevo, acesso etc.. É considerada pequena propriedade o imóvel com o máximo de quatro módulos fiscais; média, 15; e grande, acima de 15 módulos fiscais.
Um limite de 35 módulos fiscais equivale a uma área entre 175 ha (caso de imóveis próximos a capitais) e 3.500 ha (como na região amazônica). Apenas 50 mil entre as cinco milhões de propriedades rurais existentes no Brasil se enquadram neste limite. Ou seja, 4,950 milhões de propriedades têm menos de 35 módulos fiscais.
O tema foi enfatizado pela Campanha da Fraternidade 2010, promovida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Todos os dados indicam que a concentração fundiária expulsa famílias do campo, multiplica o número de favelas e a violência nos centros urbanos. Mais de 11 milhões de famílias vivem, hoje, em favelas, cortiços ou áreas de risco.
Nos últimos 25 anos, 1.546 trabalhadores rurais foram assassinados no Brasil; 422 presos; 2.709 famílias expulsas de suas terras; 13.815 famílias despejadas; e 92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra! Foram registradas ainda 2.438 ocorrências de trabalho escravo, com 163 mil trabalhadores escravizados.
Desde 1993, o Grupo Móvel do Ministério do Trabalho libertou 33.789 escravos. De 1.163 ocorrências de assassinatos, apenas 85 foram a julgamento, com a condenação de 20 mandantes e 71 executores. Dos mandantes, somente um se encontra preso, Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, um dos mandantes da eliminação da irmã Dorothy Stang, em 2005.
Tanto o plebiscito quanto o abaixo-assinado visam a aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC 438) que determina o confisco de propriedades onde se pratica trabalho escravo, bem como limites à propriedade rural. As propriedades confiscadas seriam destinadas à reforma agrária.
Embora o lobby do latifúndio apregoe as "maravilhas" do agronegócio, quase todo voltado à exportação e não ao mercado interno, a maior parte dos alimentos da mesa do brasileiro provém da agricultura familiar. Ela é responsável por toda a produção de verduras; 87% da mandioca; 70% do feijão; 59% dos suínos; 58% do leite; 50% das aves; 46% do milho; 38% do café; 21% do trigo.
A pequena propriedade rural emprega 74,4% das pessoas que trabalham no campo. O agronegócio, apenas 25,6%. Enquanto a pequena propriedade ocupa 15 pessoas por cada 100 ha, o agronegócio, que dispõe de tecnologia avançada, somente 1,7 pessoas.



Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org -Twitter:@freibetto

*Este artigo foi publicado na edição de 13 de agosto de 2010 do Correio Braziliense, na editoria Opinião, pág. 17


PARA CONHECER A PROPOSTA DA CAMPANHA ACESSE O SITE:


LEIA MAIS NA CARTILHA "TRÊS HISTÓRIAS E UMA TERRA" CLICANDO NO LINK: http://www.limitedaterra.org.br/material/cartilha.pdf


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Concurso Nacional sobre Educação para a Diversidade

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação/ANPEd (http://www.anped.org.br/inicio.htm) firmou convênio com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/SECAD/MEC para a realização do Concurso Nacional de artigos científicos ou ensaios teóricos sobre Educação para a Diversidade e Enfrentamento às Desigualdades no contexto brasileiro, valorizando a diversidade em suas múltiplas dimensões dentro e a partir da escola (Edital ANPED nº 01/2010 e seu respectivo anexo, anexos)

Podem apresentar artigos ou ensaios:a) professor/a ou estudante de mestrado ou doutorado vinculado a um Programa de Pós-Graduação em Educação, sócio institucional da ANPEd, em dia com suas obrigações estatutárias;b) pesquisadores/as da área de Educação, que sejam sócios individuais da ANPEd e estejam em dia com suas obrigações estatutárias.Na área de Educação em Direitos Humanos, podem ser apresentados trabalhos que tenham como temas: Direitos de Crianças e Adolescentes, Gênero e Diversidade Sexual e Educação em e para os Direitos Humanos; ambiente escolar e aprendizagem; ética e cidadania; educação em valores.

Salvador sedia evento nacional sobre pesquisa, ativismo e políticas LGBT Stonewall 40 + o que no Brasil?


Entre 15 e 17 de setembro, acontece, na Saladearte Cinema do Museu, o evento Stonewall 40 + o que no Brasil?. Promovida pelo grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS/CULT/UFBA), a atividade irá discutir e avaliar o movimento LGBT, os estudos acadêmicos sobre a temática e as políticas públicas e identitárias desenvolvidas no Brasil após o marco histórico que deu origem ao Dia Mundial do Orgulho LGBT em 28 de junho de 1969.
Na ocasião, a comunidade homossexual que frequentava o bar nova-iorquino Stonewall se rebelou, pela primeira vez, contra a agressão gratuita e constante dos policiais. Inscrições para o evento podem ser feitas até 13.09 através do email http://br.mc541.mail.yahoo.com/mc/compose?to=extensaoihac@gmail.com. A programação completa está disponível no site www.cult.ufba.br/cus.

Stonewall 40 + o que no Brasil? reunirá em Salvador pesquisadores e ativistas de diversos estados do país, reconhecidos por sua trajetória de estudos e de militância relacionadas à temática LGBT, a exemplo de Regina Facchini (Unicamp), Júlio Assis Simões (USP), Edward MacRae (UFBA), Richard Miskolci (UFSCar), Berenice Bento (UFRN), Luiz Mott (GGB), Fernando Seffner (UFRGS) e Deco Ribeiro (Escola Jovem LGBT/Campinas). Ao longo dos três dias do evento, eles discutirão temas como os estudos e movimentos LGBT no Brasil pós-Stonewall, marcadores sociais da diferença (raça, gênero, classe, idade), direitos sobre o corpo e a saúde e desafios políticos atuais..

O evento conta ainda com programação paralela que inclui, na quarta (15), a partir das 21h30, um bate-papo com a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, Larissa Pelúcio, e performances de transformistas no bar Âncora do Marujo; na quinta (16), às 21h30, apresentação de Ginna de Mascar e Valerie O’rarah na Creperia La Bouche; e na sexta (17), a partir de 20h30, show de encerramento no Bahia Café Aflitos com a diva trans Claudia Wonder, Cortejo Afro, Samba das Moças, transformistas (Bagageryer Spielberg, Dion e Valerie O´rarah), drags (Sfat Auermann e Jubelíssima) e DJ Chiquinho, tocando as músicas que marcaram a comunidade LGBT. Stonewall 40 + o que no Brasil? é patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital LGBT da Fundação Pedro Calmon (Secult).

The Stonewall Inn – Na segunda metade da década de 60, o bar nova-iorquino The Stonewall Inn se consolidou como um espaço de homossociabilidade, sendo freqüentado por gays, lésbicas e travestis. Assim como outros clubes gays da época, o local era foco de constantes batidas policiais sob qualquer pretexto. Mas, na madrugada de 28 de junho de 1969, pela primeira vez, as pessoas presentes no bar se rebelaram contra a repressão do Estado. Foram quatro dias de conflito com a polícia que resultaram não somente em diversos manifestantes agredidos e presos, mas no surgimento de um marco para a luta por direitos LGBT em todo o mundo.

Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade – Ligado ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT/UFBA) e coordenado pelo Prof. Dr. Leandro Colling, o grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade iniciou suas atividades em março de 2008. A partir de obras fundamentais do feminismo, da teoria Queer e dos Estudos Gays e Lésbicos, o grupo estuda questões de gênero, identidade e sexualidade. Desde setembro de 2008, tem pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) sobre a representação dos personagens não-heterossexuais nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano.

Serviço:
Onde: Saladearte Cinema do Museu – Av. Sete de Setembro, 2195, Museu Geológico da Bahia Tel: 3338-2241
Âncora do Marujo – Av. Carlos Gomes, 804, Centro. Tel: 3329-1833
La Bouche Creperia - Rua Dias D´Ávila, 25ª, Barra.
Bahia Café Aflitos – Largo dos Aflitos, s/nº – Mirante dos Aflitos Tel: 3329-0944
Quando: 15 a 17/09/2010

Inscrições: Inscrições para recebimento de certificados pelo http://br.mc541.mail.yahoo.com/mc/compose?to=extensaoihac@gmail.com de 16.08 até 13.09 (nome completo e curso/instituição)

Quanto: Entrada gratuita na Saladearte, Bahia Café Aflitos e La Bouche Creperia. Ingressos no bar Âncora do Marujo custam R$3.
Realização: Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS)/ UFBA

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

VI Encontro da ANDHEP


SOBRE O ENCONTRO

A Educação em Direitos Humanos

A ANDHEP é uma associação de pós-graduação em direitos humanos que reúne pesquisadores e entidades de todo o Brasil. Juntamente com seus parceiros tem interesse em discutir e aprofundar o papel da educação superior e, especialmente, da pós-graduação em direitos humanos, para articular e fortalecer redes de conhecimento existentes e criar novas, tanto no Brasil quanto no exterior. Exatamente por isso, a tarefa da ANDHEP é construir elos e favorecer o processo de construção contínuo do conhecimento, à luz de diversos desafios da vida democrática contemporânea, dentro da proposta de tornar possível o compromisso com a disseminação de atividades de educação em direitos humanos no âmbito da educação superior.

Cidades, Direitos Humanos e Desenvolvimento

O tema das cidades ocupa a agenda das preocupações sociais, econômicas, culturais e ambientais, revelando-se como um campo instigante e absolutamente desafiador para a reflexão em direitos humanos.
Oportunizar o tema das cidades no programa geral do evento destacando os desafios de inclusão e as múltiplas dimensões de desenvolvimento presentes neste debate, no contexto de comemoração dos 50 anos de Brasília, é valer-se de uma oportunidade histórica para converter a celebração em reflexão.

Por isso, o programa do evento estabelece uma tensão propositada entre três elementos que têm grande peso nas sociedades modernas: cidades, direitos humanos e desenvolvimento. Trata-se, com isso, de pensar o potencial e os limites das cidades para a construção de um projeto nacional de desenvolvimento que seja sustentável, inclusivo e promotor da plena realização humana, abrindo-se o debate para um quadro amplo de análises sobre a organização da vida social e sua relação com o território e o meio ambiente.

Os objetivos do 6º Encontro são:

• Aprofundar discussões sobre educação e metodologia em/para direitos humanos.
• Fomentar o debate sobre o papel da educação superior em direitos humanos.
• Promover a articulação e a integração de experiências em direitos humanos.
• Fortalecer o papel político e institucional da pós-graduação em direitos humanos no Brasil.
• Incentivar o caráter transdisciplinar da pesquisa em direitos humanos.
Maiores informações no site do encontro: http://www.andhep2010.sinteseeventos.com.br/